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  • Luís Henrique Franco

VIDA NA PRISÃO: OS MOMENTOS MARCANTES DE ORANGE IS THE NEW BLACK



Desde a sua estreia em 2013, Orange is The New Black se tornou um inegável fenômeno da Netflix. Contando de uma maneira cômica, mas ao mesmo tempo crítica, a história de um grupo de detentas e o seu dia-a-dia na prisão de Litchfield. Centrando cada episódio na história de uma personagem em destaque, a série segue em uma onda de tramas e loucuras que ocorrem dentro da prisão, algumas com resultados muito cômicos, outras com consequências mais sérias, mas todas definitivas em moldar a vida atrás das grades das personagens.


Com a série prestes a lançar sua sétima e última temporada, o tempo de nossa convivência com as detentas de Litchfield está chegando ao fim. Com as últimas tramas dessas personagens prestes a se desenrolarem, vale a pena relembrar alguns dos momentos mais importantes e algumas das tramas mais malucas da série.



O INCIDENTE DA GALINHA


Apesar de sempre trazer consigo um tom mais crítico e sério, a primeira temporada de Orange is The New Black abordava a questão das prisões femininas de uma forma um pouco mais voltada para o humor e não se aprofundava nas tonalidades mais sombrias e tensas das temporadas seguinte. Prova disso é a maneira como foi incorporada a questão da galinha dentro da penitenciária logo em um dos seus primeiros capítulos.



Ainda estávamos nos acostumando a Litchfield, da mesma maneira como Piper, que acabara de chegar. Algumas semanas teriam se passado desde a sua prisão quando ela se encontrou com uma estranha galinha andando dentro do cercado da prisão. Mais estranho ainda foi quando ela comentou o ocorrido com suas companheiras, e não só elas já sabiam da galinha, como também era um dos desejos de Red, a cozinheira, cozinhar a ave. O que se deu a partir de então foi uma caçada frenética pela galinha que resultou em várias punições sendo aplicadas a todas as participantes, o que aumentou ainda mais o ódio de Red por Piper. Contudo, a galinha se mostrou real e quase foi capturada pela nova detenta. Na última vez que as duas se encontram, porém, a cerca da prisão está entre as duas.


Embora não apresente tanta relevância para as tramas da série, além de deixar a situação de Piper pior do que já estava, o incidente da galinha é ocasionalmente lembrado como um dos momentos de maior tranquilidade e humor da série, antes que os problemas reais e as consequências mais perigosas começassem a surgir na vida das detentas. Menos mencionada do que outras questões, a galinha voltou a aparecer na terceira temporada da série e, aparentemente, está confirmada para fazer uma aparição na sétima e última temporada.




O JULGAMENTO DE TAYSTEE



A principal detenta a assumir o posto de liderança durante a revolta da prisão, Taystee trouxe para si toda a responsabilidade das demandas de suas companheiras. Foi também ela quem deteve boa parte da culpa pelos acontecimentos, principalmente por se tratar do rosto mais visto e mais associado ao acontecido. Porém, além das acusações envolvendo a revolta e a tomada de Litchfield, Taystee também foi injustamente acusada pela morte do guarda Desi Piscatella, algo com o qual ela não esteve envolvida.


A sexta temporada mostra a transferência de algumas detentas para a ala de segurança máxima e o julgamento pelo qual todas elas passam devido à sua presença na rebelião. Taystee é a que mais recebe ataques, sendo colocada em um julgamento injusto que pode lhe condenar à prisão perpétua ou mesmo à morte. Por toda a temporada, vemos a luta dela para provar que não é uma assassina, esbarrando em grandes problemas criados pela visão deturpada dos fatos, mesmo quando recebe apoio externo e do ex-diretor Caputo. Cada episódio que passa, vemos ela receber possíveis esperanças que nunca soam suficiente para inocentá-la e, no final, ela recebe o veredicto de culpada.



Esse é um dos acontecimentos mais recentes da série e, sem nenhuma dúvida, terá grandes influências na última temporada, seja no destino de Taystee ou em sua relação com as outras prisioneiras, algumas das quais a deduraram e colaboraram com a mentira criada. De todas as vezes que a série abordou a questão da injustiça e do tratamento desigual, essa é uma das mais diretas e contundentes: a acusação por algo que não foi cometido, apenas porque os órgãos responsáveis precisam de alguém para apontar o dedo e os verdadeiros culpados fazem de tudo para ocultar a verdade.



A PRISÃO DE BURSET NA SOLITÁRIA


Sob a nova administração privada, os novos guardas de Litchfield logo começaram a dar sinais de inaptidão e despreparo para o serviço. Incapazes de lidar com as questões de diversas detentas, a falta de ação eficiente criou vários contratempos, e uma das principais vítimas disso foi a detenta e cabeleireira da prisão Sophia Burset. Maltratada desde o começo por ser uma transexual, Burset enfrentou todo o preconceito das outras prisioneiras quando essas foram até o seu salão tirar satisfação a respeito de uma briga ocorrida entre a cabeleireira e a detenta Gloria.


No meio do ataque, uma guarda surge no local, mas é incapaz de agir e deixa Burset sozinha e indefesa. Esse, infelizmente, é apenas o primeiro dos ataques contra ela, levando-a a loucura enquanto pede ao diretor Caputo que garanta sua proteção. A ausência de uma ação por parte da administração leva a situação ao extremo e, visando remediar a situação, os novos donos da prisão optam por colocar Burset na solitária, afastada de todas as outras detentas. A medida, porém, não melhora a situação da atacada e apenas a coloca em um estado mais prejudicial ainda.


Durante a terceira e quarta temporada, há um grande movimento entre as detentas pela soltura de Burset. Tanto a detenta Ingalls quanto o diretor Caputo tentam obter imagens da situação da prisioneira como uma forma de trazer luz ao escândalo de sua prisão na solitária. Com muito esforço, eles conseguem libertá-la, mas não conseguem apagar as marcas deixadas pelo incidente, tanto em Burset tanto em nós que presenciamos tamanha crueldade e ineficiência por parte dos administradores.



CONTRABANDO DE CALCINHAS


Quando chegamos na terceira temporada, já nos acostumamos à ideia de que Piper é incapaz de relaxar e apenas passar o tempo que resta de sua sentença tranquilamente. Não. Ela sempre precisa arrumar alguma confusão para si própria. Por isso, quando uma iniciativa privada toma conta de Litchfield e abre um negócio com uma empresa de calcinhas, é óbvio que ela logo procuraria se meter em alguma trama própria.


Nesse caso específico, a ideia dela é de extrema loucura: montar um tráfico ilegal de calcinhas usadas pelas detentas para o público externo. Aparentemente, um monte de pervertidos têm "curiosidade" nesse tipo de coisa. Então, durante parte da terceira temporada, vemos ela transformar seu trabalho na fábrica em uma fonte de material para seus negócios pessoais, negociando com várias das presidiárias para ajudá-la nesse empreitada, além de manter contato com seu irmão, responsável pelas vendas do lado de fora de Litchfield.


Esse ciclo da personagem na série, entretanto, não diz apenas sobre a tentativa de Piper de se manter ativa dentro da prisão. É mais uma forma de mostrar sua evolução para um lado sombrio ainda não visto. Enquanto gerencia seus negócios, Piper praticamente assume uma postura ditatorial, fruto da sua arrogância e da sua vaidade, e realiza muitos atos terríveis, desde a demissão injusta de algumas das detentas que a ajudavam até armar contra uma de suas companheiras, uma detenta com quem ela estava tendo um caso e que estava roubando o dinheiro dos seus negócios, para que essa fosse enviada para a segurança máxima. Esse foi talvez o primeiro ato que mostrou a terrível frieza da personagem.



RED VS VEE


Uma das figuras mais marcantes e mais poderosas dentro da prisão, Red certamente teve a sua dose de momentos bons e ruins ao longo da série. Mais especificamente, a segunda temporada foi um momento horrível para a cozinheira russa, em boa parte devido ao retorno de uma arqui-inimiga à prisão de Litchfield: a chefona do tráfico Vee Parker.



Como duas das detentas mais velhas em Litchfield, Vee e Red compartilham uma história amarga de traição e inimizade, através da qual Red passou a reconhecer o perigo que Vee traz e a temê-la por isso. Ela é a única ali que se lembra das maneiras ardilosas que a traficante usa para assumir o controle das coisas, hora se fazendo de vítima, hora apelando para a violência. Sem sua posição de poder e praticamente sem aliadas, Red tenta deter sozinha os planos de Vee para tomar a prisão e fazer dela sua rede de tráfico.


Rivalidades são algo comum nessa série, mas quase nenhuma é tão impactante quanto essa. Em sua batalha pessoal, as duas chefonas acabam por influenciar a maior parte do elenco dentro da série. Atraindo-as para os seus ideais, Vee dá maior destaque às personagens negras da série, transformando boa parte delas em protagonistas da história. Do outro lado, vemos uma Red diferente da grande soberana que comandava sua "família" a partir da cozinha, e que agora se encontra fragilizada e compreendendo a importância que suas companheiras tinham para ela assim como ela era importante para sua família. Isso reforça os laços de Red com as detentas que a seguiam e cria uma nova forma de interação e de confiança entre elas.



O CASAMENTO DA LORNA


De todas as personagens únicas e excêntricas que apareceram em Orange is The New Black, Lorna Morello tende a ficar um pouco de lado quando posta em comparação com as demais. No entanto, a detenta teve seus grandes momentos na série, entre os quais um dos que mais se sobressaem é a história de sua relação com Vince Muccio. Eles basicamente não se conheciam até a terceira temporada, mas a partir daí, a relação deles anda extremamente rápida, ao ponto de, ao final da temporada, eles se casarem.



Vince parece não ligar muito para o fato de Lorna estar na prisão ou para o fato de que todos ao seu redor falarem que ela é louca. Em parte, o que parece fazer tudo funcionar é o fato de ele ser tão maluco quanto ela. Ou pelo menos é o que parece até ele enfrentar a primeira paranoia de ciúmes de sua esposa. A partir de então, seu relacionamento sofre com pequenos deslizes ocasionados pelas crenças de Lorna de que Vince a está traindo. Durante a quinta temporada, pouco vemos dessa relação, mas sentimos suas consequências quando Lorna descobre que está grávida.


Problemática da maneira que é, a relação entre os dois é, de certa forma, reconfortante, em parte por conseguirmos ver o quanto esse casal se gosta de verdade, a ponto de, mesmo com as alucinações dela e uns momentos de covardia dele, principalmente ao não querer assumir um compromisso maior com ela. Eles sempre acabam voltando um para o outro. Com um bebê a caminho (ou não, pela maneira como a sexta temporada se encerrou), a possibilidade de uma família, por mais desajustada que seja, parece ter se tornado o motor principal da detenta maluquinha.



A QUESTÃO DO ASSASSINO MORTO


Durante toda a terceira temporada, acompanhamos uma Alex extremamente amedrontada em razão das consequências de uma denúncia que ela fizera contra seu antigo chefe no tráfico de drogas. Ciente de que ele escapara de ser preso e que provavelmente iria desejar vingança contra ela, Alex passou diversos capítulos em choque, esperando pelo assassino que não tardaria a chegar para matá-la, mesmo com Piper lhe dizendo que aquilo era maluquice.


Toda essa tensão teve o seu clímax no final da temporada, quando o assassino finalmente se revela e encurrala Alex na estufa do jardim. Felizmente para ela, a detenta Lolly a encontra e mata o assassino com uma pá na cabeça. Mas então surge uma nova preocupação: esconder o corpo e garantir que Lolly não abra a boca sobre o ocorrido. Durante boa parte da quarta temporada, uma relação entre as duas é criada, com Alex sempre tentando impedir sua cúmplice de abrir o bico sobre o ocorrido. No final, porém, todo o cuidado delas vai por água abaixo quando uma reforma na região do jardim descobre o corpo enterrado ali.


A descoberta do corpo trajando um disfarce como guarda da prisão leva a situação dentro de Litchfield a um extremo que já estava sendo esperado desde o começo da quarta temporada. Com a chegada de ex-militares para ocuparem postos de guardas, a prisão passa a ser comandada com punhos de ferro e brutalidade, e a descoberta do que parece ser um guarda morto aumenta ainda mais essa tensão. Pior ainda, acaba por resultar na prisão de Lolly na ala psiquiátrica e na saída do oficial Healy, desacreditado de que poderia oferecer alguma ajuda a Lolly ou às outras detentas.



PRENDENDO O BIGODE



São poucas, se não nenhuma, as pessoas que gostam do personagem do oficial Mendez, apelidado pelas detentas de "Bigode". Com intensa presença na primeira temporada, ele logo ficou conhecido por não demonstrar nenhum sinal de respeito por ninguém e por tratar as detentas que nem lixo. Além disso, o guarda não via problemas em se envolver em atividades ilegais, como o tráfico de drogas entre as detentas e o sexo com as prisioneiras. Foi justamente por causa dessa última situação que ele foi afastado do trabalho.


Mas nada que é bom dura para sempre, e Bigode foi readmitido na segunda temporada, voltando mais cruel e irritante do que nunca. Para piorar, ele voltou a se interessar por Daya, a prisioneira com quem ele foi pego transando. Só que esse interesse sexual acabou sendo útil para Daya, que no momento se encontrava grávida de outro guarda. Sabendo que Bigode já havia sido pego com ela, Daya e sua mãe convencem a diretoria da prisão de que o bebê pertence a Mendez, e não ao outro guarda, dando uma desculpa extremamente relevante para Mendez ser demitido e preso.


Com um arco marcante nas primeiras temporadas, o destino de Bigode é algo que a maioria das pessoas desejava a muito tempo. Contudo, ele ainda foi capaz de afetar a mende do verdadeiro pai do bebê, apelando para a sua falta de coragem e o medo das consequências de assumir aquele filho. Escroto, mas com muita presença, o oficial foi um enorme pesadelo nas vidas das detentas e certamente deixou uma marca em todas elas.



MORTE DE POUSSEY



A quarta temporada é talvez o momento em que a série atinge o seu lado mais sério e sombrio. Com ex-militares atuando no lugar dos guardas e uma superpopulação de presas, o cotidiano em Litchfield se torna um verdadeiro inferno onde um controle obsessivo luta contra o caos desregulado. Não demora muito para que as coisas comecem a se tornar incrivelmente tensas e boa parte das prisioneiras serem levadas ao limite do aceitável.


Em um ato pacífico, todas as detentas sobem nas mesas da cafeteria e se recusam a descer até que as condições do local melhorem e até que o guarda Piscatella, o mais bruto dos novos guardas, fosse demitido. Obviamente, a resposta dos guardas foi uma repressão ao ato, o que ocasionou um confronto com as detentas que se recusavam a sair. No meio do conflito, o guarda Bailey tenta prender a detenta Poussey Washington e a imobiliza no chão. Sem perceber a força que está aplicando, ele pressiona tanto o peito dela contra o chão que a impede de respirar e a mata.


A morte de Poussey é um choque tremendo dentro da série e uma crítica feroz ao tratamento desumano recebido pelas detentas. Sua perda é sentida por todas as principais personagens e é o estopim para a rebelião das detentas de Litchfield, que ocorre logo em seguida, no final da quarta temporada, e ocupa praticamente toda a quinta temporada. Por se tratar de uma personagem tranquila, sem nenhuma inclinação para a violência, a morte de Poussey é impossível de não ser sentida e sofrida por todos os fãs da série.



A REBELIÃO


Talvez o maior acontecimento dentro de Litchfield durante toda a série. Grande o bastante para ocupar toda uma temporada. A rebelião das detentas é a culminação de todos os abusos sofridos por elas durante todas as quatro temporadas anteriores (com maior destaque para a quarta), mas também atua como o principal determinante para os acontecimentos posteriores na sexta temporada. É também o ponto de maior evolução para muitas das personagens principais da história.



Cansadas de toda a opressão vinda dos guardas e enfurecidas com a morte de Poussey Washington, que nem sequer foi comentada ou relatada após o incidente, as prisioneiras lançam uma grande rebelião e tomam o controle de Litchfield, aprisionando os guardas, o diretor Caputo e todos mais que se encontravam lá dentro. Exigindo acima de tudo melhorias nas condições de vida e de tratamento, elas logo se tornaram o centro das notícias e atraíram a atenção de inúmeros grupos, muitos dos quais logo as apoiaram em suas reivindicações.


Um momento de intensa transição na série, a rebelião trouxe à tona o melhor e o pior de muitas das protagonistas. Livres de qualquer influência dos guardas e no comando da prisão por uma temporada inteira, todas as tramas secretas que elas planejavam ganharam força, proporcionando momentos de intensa desordem e confusão, mas também de união e planejamento entre todas as partes.


Foram seis temporadas marcantes para a vida de todos os fãs. Ao longo desses anos, aprendemos a gostar e a desgostar de muitos aspectos na vida das personagens, mas acima de tudo, aprendemos a olhar com outros olhos essas mulheres que, merecendo ou não estarem atrás das grades, conquistaram o mundo. A sétima e última temporada de Orange is The New Black chega à Netflix no dia 26 de julho. Não deixe de conferir!




Para mais conteúdo como esse, incsreva-se na Flit Studios: www.youtube.com.br/flitstudios

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