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  • Luís Henrique Franco

OSCAR 2020 - VINGADORES E STAR WARS: NADA DE NOVO NAS MESMAS INDICAÇÕES



É importante que as premiações cinematográficas reconheçam o trabalho feito pelos filmes das grandes franquias comerciais. Mesmo que não apresentem roteiros muito criativos e estejam completamente amarrados às condições de seus estúdios, que visam acima de tudo arrecadar cada vez mais dinheiro, esses filmes podem apresentar atuações impressionantes e grandes feitos em quesitos técnicos. O trabalho daqueles envolvidos nesses filmes precisa ser reconhecido e admirado quando é feito corretamente, e demonstra o empenho da equipe na sua produção. Ao mesmo tempo, é preciso demonstrar esse empenho, não só para fazer as coisas da maneira correta, mas também para apresentar algo realmente novo e surpreendente, algo que mostre o grande potencial dos que trabalham nessas produções de inovarem em suas áreas.


Nos últimos anos, filmes das franquias da Marvel e da nova trilogia de Star Wars têm aparecido constantemente em indicações às categorias técnicas do Oscar. 2020 não será diferente, com Vingadores: Ultimato tendo uma indicação a Melhores Efeitos Especiais e Star Wars: A Ascensão Skywalker saindo com três indicações: Melhores Efeitos, Melhor Trilha Sonora e Melhor Edição de Som. Essas são áreas que ambos os filmes dominam bem por tradição de suas franquias, mas o bom trabalho feito nessas novas produções não é realmente uma novidade, e sua indicação mostra muito mais uma tendência de alguns anos para cá do que realmente um valor real nas produções, que devem novamente sair sem nenhum prêmio.


Falemos primeiro de Vingadores: Ultimato. 2019 foi o ano em que a Marvel concluiu sua primeira grande saga cinematográfica, a Saga do Infinito, e colocou todos os seus heróis em um confronto épico contra os exércitos do Titã Louco Thanos. Um fechamento maravilhoso e extremamente bem executado, que apresentou uma linda carta de amor aos fãs que, desde 2008, acompanham a construção desse maravilhoso universo. Esse desejo de concluir toda essa história com um final magnífico resultou em um filme cheio de excelentes trabalhos realizados nas mais diferentes áreas, desde atuações surpreendentes e uma direção sólida até uma fotografia muito bonita e, principalmente, grandes efeitos especiais. Tudo, desde a montagem das naves e das sequências no espaço até o design de Thanos e suas tropas, até a explosiva batalha final, é feito com muita atenção para proporcionar ao público uma imersão nesse universo que surpreende o espectador. Ainda assim, não é nada que já não tenhamos visto antes.


composição dos efeitos especiais (VFX) em Vingadores: Ultimato, da Marvel⎪WETA DIGITAL

Efeitos especiais sempre foram uma especialidade da Marvel e, apesar de alguns deslizes recentes (Pantera Negra, Homem-Formiga e a Vespa, Capitã Marvel) a maioria dos filmes apresenta visuais bastante realistas e capaz de nos fazer acreditar no que nos é mostrado, ou pelo menos de nos espantar com a qualidade do que é feito. É uma marca registrada que faz de tudo para se manter em cada nova produção, e Ultimato atinge o nível máximo dessa marca, mas não a ultrapassa. Thanos é um personagem muito bem montado nos efeitos visuais, e seu exército é extremamente aterrorizante, mas tudo isso já foi visto em Guerra Infinita. Os efeitos por trás dos heróis são surpreendentes (a mesclagem entre Banner e o Hulk é algo realmente admirável) mas depois de dez anos vendo a capacidade de voo do Homem de Ferro e todos os designs de suas armaduras, isso já não nos surpreende tanto, assim como o poder avassalador do Thor. As sequências de luta são bem realizadas e trazem um bom efeito em si, mas nada que já não tenhamos visto. As naves são muito bem desenhadas, assim como foram bem feitas em Guardiões da Galáxia, Capitã Marvel e o primeiro Vingadores.



Não há dúvidas de que há um grande avanço ao longo dos anos, com os efeitos de cada filme ficando, em geral, melhores com o tempo, e não há dúvida de que Ultimato represente toda essa evolução, mas ainda assim não é algo inovador ou surpreendente na questão de novidade. Na realidade, tirando a questão de escala, esse filme tem praticamente o mesmo nível de efeitos que Homem-Aranha: Longe de Casa. E, agora que a hype do filme finalmente passou, as pessoas talvez assistam a esse impressionante final da Saga do Infinito e não se surpreendam tanto assim com o que foi apresentado.



Star Wars: A Ascensão Skywalker é outro grande problema. A consagrada saga de George Lucas conquistou seis Oscars em seu primeiro filme, Uma Nova Esperança, entre os quais estavam o de Melhores Efeitos Visuais, Melhor Som e Melhor Trilha Sonora para o trabalho magnífico de John Williams. Mais de quarenta anos depois, o nono filme da saga original retorna ao Oscar para competir por essas mesmas categorias, mas sem praticamente nada do charme que conquistou toda a legião de fãs pela primeira vez em 1977. E, apesar de as naves e lutas de sabre-de-luz terem ficado muito melhores graças às melhorias nos efeitos, essa melhoria não nos impressiona mais. No fundo, os efeitos de hoje apenas melhoraram o visual do passado, sendo usados somente para repetir aquilo que foi mostrado nos primeiros filmes. Temos modelos melhores das naves que já conhecemos, e elas fazem as mesmas manobras, mas de uma maneira muito mais realista. Já vimos um planeta explodir no primeiro filme, mas agora vemos outro planeta explodir com um efeito muito mais realista. E nessa constante repetição de tudo o que já vimos, a saga perde a graça e desanima até os fãs mais dedicados.


J.J. Abrams, Oscar isaac e Neal Scanlon com Klaud no set de Star Wars: A Ascensão Skywalker

A trilha sonora é outro ponto preocupante. Não há como negar que John Williams continua a fazer um trabalho sensacional, mas os temas musicais que se tornaram a música-tema da vida dos fãs já não surpreende. É bem executado e feito com cuidado e dedicação, mas não é nada além dos velhos temas dos antigos filmes, que todos nós já ouvimos umas cem vezes durante a vida inteira, sejamos fãs da saga ou não. O mesmo pode ser dito da Edição de Som. Depois de quarenta anos, Star Wars precisaria inovar muito em sua própria produção para ter uma chance real ao prêmio.



O pior de tudo é que essas indicações escondem uma questão muito mais séria dentro das histórias desses filmes. Porque, por trás dessa parte técnica bem realizada, ambos apresentam uma narrativa pobre. Ultimato não possui tanto esse problema, mas quanto mais uma pessoa assiste ao filme, mais fica evidente que sua história se firma nos padrõezinhos Marvel e não apresenta muito de novo no sentido de trama. A Ascensão Skywalker é a principal questão problemática aqui, com uma trama fraca, personagens mal desenvolvidos e a absoluta falta de tensão durante toda a sua previsível história.


Desde 2015, quando a nova trilogia de Star Wars começou, ambas as franquias têm tido presença constante nas celebrações do Oscar, e desde então elas têm perdido constantemente nas categorias mais técnicas (exceção feita ao filme Pantera Negra). 2020 poderia ser o ano em que ambas surpreenderiam a todos e conquistariam a tão cobiçada estatueta de ouro. Havia expectativa e havia potencial, mas com filmes que mostram apenas mais do mesmo, lá se vai mais um ano em que ambas provavelmente irão perder em todas as categorias a que foram indicadas.


E você, o que achou de Vingadores: Ultimato e de Star Wars: A Ascensão Skywalker? Deixe seus comentários sobre os filmes e suas apostas para o Oscar!




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