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  • Luís Henrique Franco

MALÉVOLA E A NOVA ABORDAGEM AOS CLÁSSICOS DA DISNEY



Em 2014, a Disney lançou um projeto ousado para o cinema: uma readaptação em live-action de um de seus filmes mais antigos, A Bela Adormecida. Nessa nova adaptação, no entanto, foi tomada uma trama diferente da do filme original, colocando a história já tão conhecida sob o ponto de vista da vilã, Malévola. Possivelmente a grande primeira readaptação feita pela Disney. Malévola marcou também uma mudança na maneira como a companhia parece enxergar os seus antigos clássicos.



UMA NOVA FORMA DE ENXERGAR UMA VELHA HISTÓRIA



A Bela Adormecida foi mais um conto clássico que foi readaptado por Walt Disney e se tornou uma de suas animações mais famosas durante a década de 50. Esse filme também introduziu a vilã Malévola, considerada por muitos como uma das mais marcantes e icônicas vilãs da Disney. Por causa dessa sua fama, Malévola conquistou, ao longo dos anos, uma longa geração de fãs, alguns que, inclusive, passaram a defender o ponto de vista da personagem e a alegar que seus motivos para fazer o que fez seriam muito mais profundos do que o que foi mostrado na animação.


É com essa premissa que, em 2014, nasceu Malévola: apresentar a velha história da Bela Adormecida sob o olhar de sua antagonista e mostrar ao público que havia muito mais na história da personagem do que o que de fato foi mostrado. Por meio disso, dá-se uma razão para toda a fúria de Malévola e um motivo maior para a maldição que ela lança sobre Aurora. O filme, entretanto, sabe muito bem que, por mais que a personagem tenha sofrido, as atitudes de Malévola ainda a qualificam como uma antagonista e não tenta tirar a responsabilidade dela pelo ocorrido, mas apresenta uma visão de alguém que se arrependeu de seus atos e mostra as justificativas pelo que ela fez.



Malévola, ao trazer o protagonismo para a vilã do conto original e apresentar suas intenções e motivações por trás de seus atos, acaba por alterar por completo uma história já assentada na mente de seus fãs, não pela mudança completa dos acontecimentos narrados, mas pela simples mudança de perspectiva ao encarar esses fatos. Foi uma grande e significativa mudança que trouxe novo vigor para essa história clássica e permitiu o seu renascimento em meio a uma nova cultura.



O QUE SE SEGUIU APÓS MALÉVOLA


Desde então, a Disney ingressou descaradamente em uma onda de reviver suas animações clássicas e adaptá-las para um formato em Live-action. Muitas de suas histórias mais famosas ganharam nova forma e conseguiram atrair um público mais jovem para o cinema, além dos fãs antigos das velhas animações.


Entre os filmes readaptados, estão Cinderella, Mogli, Dumbo, O Rei Leão, Alladin, A Bela e a Fera e com Mulan, A Pequena Sereia e A Dama e o Vagabundo com readaptações já preparadas. Todos esses filmes já lançados conseguiram atrair um público significativo, mesmo aqueles que enfrentaram críticas mistas. E, assim como Malévola, esses filmes tentaram acrescentar coisas novas à trama já conhecida, tendo como base alguns comentários e reclamações feitos sobre os originais.



Entre as principais mudanças feitas nesses filmes, pode-se destacar uma atenção maior às personagens femininas em geral, que se tornaram mais ativas dentro das tramas. Jasmine, Nala, Cinderella ganharam todas mais coisas para fazer dentro de suas histórias, e obtiveram maior destaque ao longo das narrativas. Mesmo Bela, que já havia sido taxada como uma personagem ativa e relevante logo no original, adquiriu uma nova vida ao ser interpretada por Emma Watson no live-action, mesmo que tenha sido a personagem que menos sofreu mudanças em sua nova trama.



UM GOLPE DENTRO DA NOVA VISÃO



Mesmo com essa nova tomada, a Disney ainda esconde coisas em suas readaptações que se ligam ao seu verdadeiro ideal. Por trás desse marketing de uma companhia mais aberta às opiniões do público e que está disposta a fazer mudanças em seus personagens, encontra-se um grupo que busca o lucro fácil através de histórias já batidas que não omitem a falta de novas ideias do cinema por eles produzidos.


Nessa propaganda de uma nova visão dos personagens, por exemplo, a Disney consegue emplacar filmes que não se diferenciam em nada do original, com exceção do uso de atores reais e de efeitos especiais no lugar da animação. No quesito de tramas e histórias, porém, são apenas filmes reciclados, sem praticamente nenhuma alteração relevante nos seus acontecimentos quando comparados com os originais.


Talvez por esse motivo é que Malévola parece se sobressair a essas outras readaptações. Porque, mesmo que traga de volta a história da Bela Adormecida, faz isso com o intuito de trazer algo novo, que é justamente a história contada sob o ponto de vista daquela que, antes, era vista apenas como a vilã do filme. E ao trazer essa nova perspectiva, Malévola faz muito mais do que trazer elementos novos a uma história já conhecida, porque, ao alterar o ponto de vista sob o qual o narrador se orienta, acaba alterando até mesmo a própria história, tornando-a nova e interessante para seu público.



É claro que todas essas questões foram vistas pela Disney, que já tratou de encaminhar uma continuação para a história da vilã, prevista para lançar ainda essa semana. Contudo, Malévola: Dona do Mal já mostra uma possível extensão exagerada da empresa no tratamento da personagem. Sem nenhuma base mais sobre a qual se basear a história, o novo filme será a primeira continuação entre os live-actions da empresa, que talvez queira expandir essa ideia para outras produções e pode resultar em uma enxurrada de filmes desnecessários que pouco terão a acrescentar nas histórias já contadas e já conhecidas.




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