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  • Luís Henrique Franco

RETROSPECTIVA 2019: OS FILMES MAIS MARCANTES DO ANO

Updated: Jan 1

2019 foi um ano muito especial para o cinema, com filmes extremamente marcantes que fizeram história ao longo do ano e que, muito provavelmente, se tornaram clássicos com o passar do tempo. Filmes que trouxeram o amor dos fãs de volta, filmes que introduziram novos conceitos em sagas amadas, filmes que assombraram e nos animaram e que foram constantemente lembrados ao longo desses últimos 12 meses, quer seja pelo seu impacto, quer seja pela expectativa que criaram. Relembre agora alguns dos filmes mais marcantes de 2019.



STAR WARS: A ASCENSÃO SKYWALKER



Desde o princípio, pareceu que a terceira trilogia da icônica saga de George Lucas não conseguira reconquistar muito do amor dos fãs. Todos os três filmes enfrentaram polêmicas e reclamações, não conseguindo cativar o exigente público de Star Wars da maneira como seus criadores pretendiam. E então, finalmente, chegamos à conclusão da trilogia, que também se tornou a conclusão da saga da Família Skywalker, após mais de 40 anos de filmes, um final para a história que atraiu tantas pessoas para si. Um final que, para muitos, deixou a desejar.


Se O Despertar da Força foi criticado por ser uma cópia de Uma Nova Esperança e Os Últimos Jedi foi criticado por tentar demais e quebrar paradigmas que já estavam estabelecidos na franquia de uma forma que não fez muito sentido, A Ascensão Skywalker parece se colocar um pouco entre os dois de uma maneira extremamente negativa. Alguns o chamam de covarde por se prender a uma fórmula antiga sem trazer nada de novo para o universo, enquanto outros apontam para a tentativa de criar algo novo e que decorrem para algo ridículo e inverossímil, mesmo dentro do universo, resultando em saídas fáceis para os problemas e ex-machinas que poderiam ser evitadas.


Certamente não é uma boa forma de acabar uma saga tão grande quanto Star Wars, é isso só piora o efeito de A Ascensão Skywalker na saga como um todo. Certamente será um filme lembrado, embora não positivamente, visto que já foi lançado como um dos piores de toda a história pela crítica. Certamente, um jeito triste demais de encerrar a história que começou com Luke, Léia e Han em 1977.




CAPITÃ MARVEL



2019 foi um excelente ano para a Marvel, e já começou extremamente bem. O seu primeiro lançamento, Capitã Marvel, bateu recordes de audiência nunca antes vistos em um filme de heróis, atraindo pessoas das mais diferentes idades e conquistando uma grande admiração de muita gente.


O filme, contudo, não será só lembrado por seu grande feito nas bilheterias, mas também pelas polêmicas que causou. Uma parte do público se demonstrou insatisfeita com a abordagem mais feminista da história da heroína, alguns apontaram que a primeira versão da Capitã Marvel era um homem e afirmaram que preferiam essa representação, enquanto outros simplesmente disseram que o filme não era tão bom para receber tanto prestígio. Mas a maioria das críticas foram lançadas contra a protagonista Brie Larson, que teria dito em uma entrevista que gostaria que os críticos fossem mais diversificados e contivessem outros grupos sociais além de homens brancos (o que muita gente, de alguma forma, entendeu que ela não queria que homens brancos vissem o filme).


A polêmica foi seguida de um boicote, mas esse não deu muito certo, dados os números obtidos por Capitã Marvel. Muitas pessoas inclusive defenderam que a atriz não dissera nada demais, alegando que se um homem tivesse dito algo parecido, ninguém teria dito nada contra. Independente de tudo isso, o filme marcou história ao ultrapassar a marca de 1 bilhão de dólares arrecadados, tornando-se o sétimo filme da Marvel a realizar essa façanha.




O REI LEÃO



2019 foi o ano em que a Disney se consagrou em sua ideia de readaptar suas animações clássicas e fazer versões live-action das mesmas. Apesar de ser um truque barato para fazer o público pagar para assistir a histórias já conhecidas em uma nova versão, e apesar de este exemplo não poder ser considerado, exatamente, um Live-action, O Rei Leão certamente merece destaque entre os exemplos mais bem-sucedidos dessa tendência.


Com um novo elenco, que ainda assim conseguiu manter James Earl Jones como a voz de Mufasa (o único ator original a estar presente também na readaptação), a história agora buscou usar efeitos especiais para dar aos seus personagens um ar mais realista e fugir das animações do passado. Dessa forma, busca-se fazer os personagens o mais parecido com animais reais, enquanto ainda se faz uso de efeitos especiais para que estes falem e cantem com as vozes de seus atores, algo que saiu como um tiro pela culatra pelo fato de tais efeitos limitarem o poder de atuação dos atores, não deixando transparecer nos animais o quanto tais pessoas realmente trabalharam. Dessa forma, por mais expressivas que as vozes possam parecer, os animais digitalizados não acompanham tal expressividade, e as canções acabam sendo prejudicadas por causa disso da mesma maneira que as falas.


Com todos os seus problemas, O Rei Leão ainda assim conseguiu a maior bilheteria dessas readaptações no ano e fortaleceu ainda mais essa tendência na Disney, que já chega em 2020 com A Dama e o Vagabundo e Mulan como suas próximas readaptações. Se tal tendência é boa ou ruim, depende da visão de cada um.




CATS



O motivo de Cats figurar nessa lista não é porque ele é um bom filme. É porque são raríssimos os filmes que atraem tanta negatividade para si antes mesmo de estrear. O caso em questão é ainda mais forte, porque boa parte dessa negatividade surgiu logo no lançamento do primeiro trailer.


Não se sabe muito bem qual era a expectativa real para o lançamento cinematográfico dessa adaptação do musical da Broadway, mas todas elas foram por água abaixo quando o trailer revelou efeitos especiais esquisitos, que deixavam os atores com uma aparência meio "creepy", estranhos e até, em certa parte, macabros (Judi Dench como uma gata que usa um casaco de pele certamente transmite uma ideia bem errada), e nem a expectativa de um musical com tantos cantores em seu elenco, como Taylor Swift e Jason Derulo conseguiu dar ao filme um ar de boas expectativas, porque ele simplesmente tinha uma aparência ruim.


A recepção foi tão negativa que afetou a estreia e causou uma das maiores falhas do ano, o que levou o diretor Tom Hooper a anunciar uma nova versão do musical com efeitos melhorados. Esse anúncio, contudo, veio apenas uma semana depois da estreia do filme, o que já mostra como Cats não atraiu bons olhares para si, e como essa má receptividade pode ser maior do que alguns ajustes nos efeitos podem ser capaz de consertar.




VINGADORES: ULTIMATO



Não há como negar que Vingadores: Ultimato, a grande etapa final da Saga do Infinito da Marvel no cinema, tenha sido um filme extremamente marcante. O longa resumiu quase que perfeitamente os dez anos de Marvel no cinema e se tornou a maior bilheteria de todos os tempos, ultrapassando Avatar após dez anos. O filme era praticamente o mais aguardado desde seu antecessor, Guerra Infinita, e fez jus a essa espera.


Ultimato traz em si um resumo, uma ampliação, uma união de tudo que vimos desde que Tony Stark se declarou como o Homem de Ferro em 2008. Desde então, conhecemos inúmeros personagens, fomos movidos a inúmeros locais diferentes, todos eles presentes nesse filme final, nessa carta de amor aos fãs e aos personagens, que encerra todo esse ciclo de 22 filmes com uma épica batalha final entre todos os heróis e o vilão Thanos e seus exércitos. Mas mais do que dar aos grandes protagonistas desse universo a grandiosa luta final que merecem, Ultimato também deu a vários coadjuvantes momentos realmente importantes e profundos, plantando as sementes do que virá a se desenvolver no futuro.


A Marvel certamente atingiu um patamar incrível esse ano, e um que dificilmente será alcançado novamente nesse universo de heróis, porque essa reunião de protagonistas e personagens que aprendemos a simpatizar dificilmente irá se repetir. Talvez o Universo Marvel tenha atingido seu ápice, talvez agora a queda se inicie e não possa ser parada, mas isso são questões para o futuro. Por hora, Vingadores: Ultimato conseguiu manter a Marvel nas nuvens.




PARASITA



Parasita é um filme que certamente dá o que falar. Uma produção coreana, tem sido muito bem recebido criticamente e por aqueles que o assistiram, e certamente traz em si a capacidade de nos chocar com sua história que parte de uma trama quase cômica e chega em uma reflexão séria e pesada sobre a vida em diferentes estratos sociais.


O filme faz um grande trabalho ao se centrar em duas famílias, completamente opostas uma da outra e que acabam convivendo dia-a-dia quando os membros de uma manobram de maneira astuta para conseguir se empregar na casa da outra, se aproveitando da riqueza de seus chefes para benefício próprio. Aos poucos, porém, os podres da família rica vão se revelando ao público, até que chegamos ao momento onde não sabemos quem mais é o "mocinho" e quem é o "vilão", porque tais conceitos não conseguem se aplicar à história.


Jogando contrastes entre seus personagens tão na cara de sua audiência, Parasita impossibilita seu público de escolher um lado e, ao final, consegue dar ainda mais um golpe naqueles que esperam o final feliz tradicional. É um filme que vem com um choque profundo e que certamente chegou para ser lembrado como um dos melhores do ano.




ERA UMA VEZ EM HOLLYWOOD



Todo ano que possui um filme de Quentin Tarantino pode firmá-lo em sua lista dos melhores. O diretor e roteirista sabe contar uma história e fazer uso de seus personagens carismáticos e técnicas impecáveis para fazer uma história grandiosa cheia de momentos de tensão e encontros explosivos entre seus personagens. Era Uma Vez em Hollywood marca a história do ano como o nono (e provavelmente o penúltimo) trabalho de Tarantino e como um de seus filmes mais grandiosos.


A história se passa em 1969 e acompanha a parceria de Rick e Cliff, um ator dos antigos seriados de faroeste e seu dublê, enquanto ambos tentam sobreviver em uma Hollywood que já não parece ter mais espaço para eles. Ao mesmo tempo em que são grandes amigos, ambos vivem vidas completamente diferentes, com Rick representando o glamour das estrelas de Hollywood, sempre envolvidas em "farsas" e atuações, mesmo em suas vidas reais, e Cliff mostrando um lado real, menos fantasioso da cidade cheia de problemas e questões emergindo enquanto as estrelas vivem sua fantasia.


Era Uma Vez em Hollywood é mais do que uma carta aos seriados antigos e às épocas passadas do cinema americano. É uma história metalinguística sobre o cinema e sobre a vida dos artistas, que não deixa de apresentar inúmeros momentos de tensão típicos de Tarantino, mas que os trata de maneira diferente, não recorrendo às explosões sanguinárias que alguns dos principais filmes do diretor são famosos por, mas guardando esse momento para o glorioso final. Uma obra-prima desse ano e que certamente merece destaque entre os maiores filmes do diretor.




O IRLANDÊS



Scorsese retornou esse ano com um filme que se tornou um dos maiores sucessos na Netflix. O Irlandês marca o retorno do velho diretor aos seus filmes sobre a máfia italiana, algo pelo qual ele se consagrou ao longo de sua carreira, o que já era um ponto positivio para o filme.


O Irlandês, no entanto, é muito mais do que um filme sobre a máfia. Ao longo de sua duração de três horas e meia, são abordados temas como lealdade, velhice, política, influência, poder, arrogância, família, memória e muito mais. Com um elenco de peso, Scorsese destrincha a máfia que foi tema de tantos outros filmes seus de uma maneira nunca antes vista, abordando a vida de Frank "O Irlandês" Sheeran e sua complicada relação com a máfia comandada por Bill Bufallino e Angelo Bruno, entre outros nomes marcantes de criminosos do passado, e com o líder sindical Jimmy Hoffa, um dos maiores nomes das décadas de 50, 60 e 70.


O filme mostra o passar dos anos e as mudanças que afetam os personagens tanto em seus ambientes de trabalho quando em suas vidas familiares e mostram as escolhas que condenam um lado em favor de outro, as polêmicas relações entre diferentes setores e como o favorecimento de um lado em detrimento de outro é capaz de destruir relações de longo prazo e causar uma quebra tão grande na confiança entre partes que tudo o que resta é uma saída terrível. Scorsese certamente fez um dos melhores filmes da década ao lado da Netflix, e abriu as protas para que outros diretores de renome façam o mesmo. Mas do que nunca, O Irlandês é um sinal da mudança que o streaming vem trazendo para o mundo do cinema.




CORINGA



Coringa certamente se sobrepôs a todos os outros filmes baseados em quadrinhos do ano, justamente por não parecer um filme inspirado em quadrinhos ou em super-heróis. Ao invés disso, trata a si mesmo muito mais como uma análise da sociedade e de como ela é capaz de criar seus próprios monstros e vilões.


Com Joaquim Phoenix no papel de Arthur, que virá a se tornar o mais icônico vilão do Batman, p filme explora as origens pobres do personagem, sua luta diária para sobreviver, o ódio da sociedade que se volta contra ele e de como ela o afasta por conte de seu problema de risada incontrolável. Toda essa exclusão expõe o lado psicótico do personagem e alimenta sua reação violenta ao mundo, até que ele finalmente explode e sucumbe a uma loucura que se constrói não no exagero fantástico de uma HQ, mas na cruel realidade de uma sociedade terrível e que, no final, explode na cara da mesma.


Coringa merece a aclamação que obteve por sua maneira visceral de tratar a origem do mestre do crime da DC. Contudo, seu conteúdo foi tão impactante que causou enorme polêmica, com vários cinemas temendo que o longa inspirasse ataques a sessões, além do incentivo ao grupo Incel que o personagem poderia ocasionar. Mesmo assim, é um filme que ficou marcado na história do cinema da década e de 2019, principalmente.




BACURAU



O grande vencedor do Prêmio do Juri do Festival de Cannes de 2019, o brasileiro Bacurau, do diretor Kleber Mendonça Filho, foi um dos filmes mais falados e mais comentados de 2019. Desde a sua estreia, foi analisado, engrandecido, opinado, sugerido por milhares de pessoas, alcançando um status que dificilmente é visto no cinema nacional (infelizmente).


Bacurau acompanha os moradores de um pequeno povoado no Nordeste que começam a ser caçados por um grupo de estrangeiros que trata o assassinato dessas pessoas como esporte. Ao longo de uma trama que aborda a cultura local e mostra um grande suspense e tensão ao se preparar para o momento final, são abordados temas de incrível relevância no Brasil atual, como a sobrevivência da cultura local, a resistência do povo, o preconceito, a ideia de uma raça superior, a violência contra a população, a politicagem. Bacurau revive, em tempos modernos, a imagem do cangaço e da luta do povo nordestino, atualizando-a para definir um problema atual e nos fazer mergulhar em um mundo que, apesar de pertencer ao nosso país, nos é extremamente estranho.


Como análise da nossa sociedade atual, como filme de suspense e como crítica de uma política que deixa os pobres à mercê de uma força invasora, Bacurau se consagra como um dos maiores filmes do ano e um grande triunfo do cinema nacional nos últimos anos. E você, já assisitu Bacurau?




Para mais conteúdo como esse, inscreva-se na Flit Studios: www.youtube.com.br/flitstudios


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