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  • Luís Henrique Franco

AS 10 COISAS MAIS BIZARRAS QUE VIMOS EM "MIB - HOMENS DE PRETO"



MIB - Homens de Preto é uma franquia que trouxe uma nova visão sobre alienígenas ao cinema. Com seu primeiro filme lançado em 1997, a franquia marcou um momento em que invasões de extraterrestres deixaram de ser algo assustador e assumiram um lado cômico. Não é à toa que boa parte dos seres retratados apelam muito mais para o bizarro (e, muitas vezes, para o nojento) do que para o assustador.


É uma ideia interessante que permeia o filme: ao invés de uma invasão alienígena ser um evento raro e ameaçador, a realidade desse universo é que já existem milhares de extraterrestres vivendo na Terra às escondidas, todos monitorados por uma agência secreta com extremo conhecimento sobre o universo. É também interessante a noção de que sempre há uma ameaça vinda de outro planeta pronta para destruir a Terra, mesmo que a maioria das pessoas não saiba disso. Jogados nesse universo, os agentes K (Tommy Lee Jones) e J (Will Smith) vivem vidas secretas perseguindo aliens problemáticos e resolvendo potenciais ameaças pelo mundo (mas principalmente em Nova York).


Conforme os filmes eram lançados, diferentes bizarrices eram apresentadas para o público, cada uma mais grotesca que a outra. As coisas mais bizarras ficaram com os fãs e se tornaram as marcas de reconhecimento da franquia. Confira abaixo alguns dos momentos mais bizarros já enfrentados pelos Homens de Preto.



JEFF, O MINHOCÃO


Quando o primeiro MIB revelou a existência de milhares de alienígenas em Nova York, o público obviamente esperava por criaturas humanoides ou, no mínimo, capazes de se misturar eficientemente com animais ou objetos existentes na Terra, daí veio o segundo filme e jogou toda essa ideia para o ar ao apresentar Jeff, um minhocão colossal que fez dos túneis de metrô seu lar.



Jeff é primeiramente apresentado quando o agente J e seu novo parceiro, o agente T (Patrick Warburton) vão às ruas de Nova York resolver um problema que, à princípio, parece envolver apenas uma florzinha. Obviamente, nada é tão simples, e o perigoso Jeff logo fica irritado e começa a percorrer furiosamente os túneis do metrô, com J pendurado em suas costas.


Jeff não é só o fruto de os produtores do filme quererem abusar dos efeitos visuais, é um desafio completo à lógica da MIB de manter os aliens em segredo. Afinal, como que você mantém um minhocão de duzentos metros em segredo colocando ele nos túneis de metrô de uma das cidades mais movimentadas do mundo? Não, restringir os movimentos dele a determinadas linhas (provavelmente interditadas) não resolve o problema, como o filme fez questão de provar logo de início. Mesmo que ele acabe tendo importância depois, Jeff é um problema muito grande para ser simplesmente mantido em uma enorme área urbana.




BÓRIS, O ANIMAL



Lançado bem mais recentemente, o terceiro filme da franquia entrou na ideia de viagem no tempo e trouxe, junto com isso, um dos vilões mais esquisitos já vistos. Boris, o Animal (ele prefere só "Bóris") é um criminoso intergaláctico que foi capturado no final dos anos 60 pelo Agente K e passou mais de 40 anos preso. Finalmente libertado, ele começa a por em prática sua vingança através do tempo.


O fato é que Bóris não é tão grotesco quanto outros vilões da franquia, como Serleena ou Edgar. Ele só é muito estranho. A começar com aqueles óculos escuros que parecem estar presos à cabeça dele, pois ele nunca os tira e eles nunca saem, nem mesmo depois de uma dúzia de porradas. Daí, tem a questão da mão, com aquela abertura estranha por onde saem espinhos extremamente fortes, capazes de perfurar até aço. O mais estranho é que parece ter uma outra criatura vivendo na mão dele e que lança os espinhos por ele. Essa é a parte difícil de entender.



HABITANTES DO ARMÁRIO



Durante a busca de K e J pela Luz de Zarta no segundo filme, os dois agentes são levados pelas pistas espalhadas por K até uma estação de trem. Segundo o que foi sugerido, uma nova pista para encontrar o artefato está escondida dentro de um armário trancado na estação. Esperando algum perigo, K e J se preparam, mas quando abrem o armário, tudo o que eles vêm são uma nação de pequenos seres habitantes de uma cidade minúscula dentro do armário.


É até curioso ver como esses pequenos aliens reagem às coisas do mundo real. Para eles, K é uma figura divina, e o relógio que ele deixou lá dentro é quase como uma torre de Igreja, um artefato divino que eles veneram e que, ao ser movido, causa um enorme pânico nos moradores. Ao menos até J colocar seu próprio relógio no lugar e passar a ser ele o reverenciado. Mas que belos fiéis, hein?



A cena até cria uma perspectiva interessante no final do filme, sobre como J acredita que o mundo deles dentro do armário é extremamente pequeno sendo que, na realidade, o próprio mundo "real" é bastante inferior à toda a extensão do universo. Ainda assim, com todas as armadilhas que um agente experiente como K poderia ter deixado no local, deixar as pistas para a resolução do mistério em um lugar vigiado apenas por um bando de criaturinhas minúsculas é um tanto esquisito.



OS VERMES



Esses são certamente personagens que entram na lista dos mais irritantes já vistos. Sua participação no primeiro filme é bem reduzida a uma cena na cafeteria e serve justamente para causar um estranhamento perturbador no público. Mas é claro que eles tinham que aumentar a participação deles no segundo filme, dando-lhes inclusive uma certa "relevância" para a trama.


O motivo para os Vermes estarem nessa lista é o simples fato de que eles são repulsivos, nojentos, safados, charlatães e completamente inúteis. A cena do café até apresenta um pequeno comentário de que eles adulteram o café com alguma substância própria deles, o que por si só é perturbador. As participações deles no segundo filme não são melhores, com eles constantemente provocando Laura (Rosario Dawson) e falando besteiras. A cena do jogo de Twister é ainda mais perturbadora diante do comentário de Laura: "É divertido jogar com eles porque eles não têm espinha".



Não dá para esperar muito trabalho de caracterização e profundidade para personagens chamados de Vermes. Muito como os animais com esse nome, eles são repulsivos e nojentos, e servem apenas para atuar como mais uma bizarrice dentro do filme. Se ao menos eles se comportassem como a maioria das bizarrices e aparecessem em só uma cena.



O BEBÊ COM TENTÁCULOS


Talvez uma das cenas mais icônicas dos filmes (certamente uma das mais zoadas na internet), esse momento acontece quando K e J vão atrás de um alienígena que está saindo de Nova York sem permissão. Quando este é parado, ele se desculpa dizendo que é por causa da mulher, que está dando à luz. Enquanto K sai com o motorista para averiguar seus documentos, J fica com a alienígena em trabalho de parto.



Essa cena é esquisita a ponto de arrancar alguns risos, pois enquanto K e o alien são colocados em primeiro plano, no segundo temos J lutando desesperadamente contra inúmeros tentáculos saindo do carro (eu nunca entendi se eles estão saindo da mulher ou do bebê), apenas para depois ser cuspido novamente para fora, com um bebê alien nos braços.



A imagem do bebê é, ao mesmo tempo, repulsiva e fofinha. Como ainda não temos uma dimensão exata do tamanho desse mundo cheio de alienígenas, essa cena desempenha seu papel de trabalhar nesse parâmetro, além de ser uma cena divertida de assistir e que dá aos protagonistas uma pista preocupante sobre porque os aliens estão saindo de Nova York.



O DESTINO DA TERRA DEPENDE DE UMA GORJETA


Os finais dos filmes dos Homens de Preto sempre tentaram trazer uma noção que casasse com a bizarrice de seus personagens. Seja a noção de que nossa galáxia está encapsulada em uma bolinha de gude usada em alguma brincadeira de uma raça alienígena mega avançada, ou o fato que todo o nosso mundo cabe dentro de um armário de estação de trem para os alienígenas. Por mais esquisitos que sejam esses conceitos, porém, é possível ver uma mensagem interessante neles, do tipo "somos extremamente pequenos e aquilo que julgamos saber é insignificante comparado ao restante do universo", o que é até divertido na maneira como é colocado nos filmes.


Contudo, podemos falar um pouco do final do terceiro filme? Então, após uma missão pelo tempo, J retorna e encontra K em uma lanchonete. Os dois se cumprimentam e fazem as pazes e saem da lanchonete novamente como amigos, agora mais interligados por uma compreensão mútua entre eles. Daí vemos um alienígena capaz de ver versões do futuro, que, tocado pela cena, diz que aquele é o melhor momento de todos os tempos que ele já viu, para logo depois lembrar que aquele pode ser o momento em que K esquece de dar a gorjeta, e que um meteoro está vindo para acabar com a vida na Terra.


Felizmente, K se lembra de voltar e deixar a gorjeta, e o meteoro bate em um satélite. Mas isso gera algumas implicações estranhas. Pelo que o alienígena falou, existiria um momento no tempo em que K teria deixado de dar gorjeta, o que implicaria no meteoro se chocar com a Terra. Então... esse momento ainda vai acontecer no futuro? o fim da vida na Terra está ligado ao fato de um senhor deixar ou não gorjeta? Podemos até pensar em uma mensagem simbólica de que pequenos atos podem mudar o rumo de muitas coisas, mas como um velho deixar uma gorjeta imediatamente afeta a situação de forma que um satélite entra na rota de colisão do meteoro? K, então, nunca deixa de dar gorjeta? É uma cena um tanto confusa e que, no final, acaba levando a uma conclusão na qual a gorjeta e o meteoro são dois eventos sem conexão alguma que tiveram o azar de ocorrer no mesmo momento. E isso tira um pouco a graça da mensagem.




UMA FRAQUEZA MUITO PECULIAR


Eu já disse aqui que o segundo filme pegou as bizarrices do primeiro e ampliou a níveis absurdos, mas pelo amor de Deus como eles foram longe! Uma das cenas que provam isso de maneira mais contundente é o momento da recuperação da memória de K, quando ele e J são atacados por Scrad e os outros capangas de Serleena.


Na cena, K, acabou de passar por um Desneuralizador no fundo da loja de Jeebs e sai de lá aparentando não se lembrar de nada ainda. Nesse momento, os capangas atacam J, que logo é dominado e tem de ser salvo por K quando esse volta para dentro, de alguma forma com a memória recuperada após olhar as estrelas por alguns minutos. Uma pequena luta se dá entre os aliens e o agente, onde K explora algumas fraquezas aparentes ( o terceiro olho de um deles, os tentáculos de outro). Daí, no enfrentamento contra o último dos capangas, K resolve resolver tudo com um bom e velho chute no saco. O alien, porém, não se move, o que pode te levar a pensar "esse sujeito é bem forte". Mas só por um segundo, até que J grita para seu companheiro a frase "K, as bolas são NO QUEIXO"



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Preciso dizer mais alguma coisa?



FRANK



Outro personagem cuja participação inicial no primeiro filme foi extremamente divertida, ao passo que o segundo filme pecou por um uso exagerado do mesmo. Frank é um pug ao qual K recorre no filme original para obter informações. Curiosamente, J pensa que o alien em questão é o vendedor da loja onde o cachorro está, até o cachorro abrir a bocae começar a falar.



Frank é um personagem bastante divertido na franquia, mesclando falas um tanto desconfortáveis a um eterno questionamento das implicações que essas frases têm quando são ditas por um cachorro. É também uma tendência do personagem nunca calar a boca (pelo menos no segundo filme), o que causa uma irritação nos personagens que se torna divertida para nós.


Talvez o alien mais icônico da franquia, Frank conquista o público por ser um pug que reproduz o que há de pior nos hábitos humanos, tagarelar, falar alto, rosnar, fumar. É certamente algo que faz os humanos pensarem "e se o meu animalzinho de estimação pudesse falar?" e dá uma resposta não muito boa para essa pergunta. O personagem também é um bom exemplo de como a dublagem brasileira pode fazer coisas maravilhosas.




PROBLEMAS NA CABEÇA


Tony Shalhoub é um grande ator, tanto de séries como de teatro, então é um pouco triste que um de seus papéis mais conhecidos no cinema seja o de Jeebs nos dois primeiros filmes MIB. Dono de uma loja de penhores e artefatos usados, ele já parece um tanto estranho embaixo de toda a maquiagem que colocam nele. Sendo assim, a primeira vez que o vemos, já sabemos que ele deve se tratar de um alien.



Até aí, porém, saber que alguém em um filme é um alien não te prepara para a maneira como ele vai se revelar. E a revelação desse é extremamente perturbadora. Lá estão K e o novato J falando com Jeebs, perguntando sobre uma arma que ele teria vendido, mas ele se recusa a falar. K ameaça atirar em Jeebs se ele não disser e, após contar até três atira e explode a cabeça dele. Ok. Ele está morto, certo? errado! Alguns segundos depois, J entra em choque ao ver a cabeça de Jeebs literalmente crescer de novo em seus ombros.



A primeira vez que vemos os poderes regeneradores desse alien é sem dúvida a mais chocante. Sua aparição no segundo filme não mais surpreende tanto, mas ainda assim é perturbador ver um alien ser "morto" inúmeras vezes com um tiro na cabeça, só para essa crescer de novo, e de novo, e de novo, sem parar. Sem dúvida nossa reação inicial é bem parecida com a do K sem memórias que, depois de atirar em Jeebs, é questionado por J sobre como ele sabia que a cabeça crescia de novo, ao qual ele responde simplesmente "Ela cresce!"



EDGAR



O primeiro vilão a gente nunca esquece. Mesmo que no final eles não sejam os melhores, existe sempre uma ideia por trás de ser o primeiro antagonista, o primeiro a testar o herói e, geralmente, o primeiro a perder para ele. Em MIB, o grande inimigo vindo do espaço é um inseto gigante com um complexo de superioridade que vê sua nave aterrissar forçadamente em uma fazenda e consome o fazendeiro Edgar (Vincent D'Onofrio), passando a usar sua pele.


A visão desse personagem é certamente uma bizarrice. Estamos falando, afinal de um inseto que tenta usar uma pele humana. A primeira esquisitice que ele faz é fruto de uma constatação feita pela mulher de Edgar, que fala que a pele dele estava toda enrugada, algo que já havíamos notado e que já havia nos deixado mega-perplexos. Por causa dessa falta de prática vivendo como um humano, o inseto está sempre agindo de maneira extremamente estranha e se contorcendo de maneiras esquisitas e bizarras. Nutrido com um ódio gigantesco e um apetite insaciável, ele se mostra um vilão mais à altura dos agentes da MIB do que se poderia imaginar por sua premissa.


No final do filme, obviamente temos uma visão de sua real aparência, algo que lembra um pouco uma barata super-desenvolvida. Mas é realmente a performance de D'Onofrio que conquista o público, não importam os efeitos especiais que tenham sido usados na cena. O ator consegue realmente captar toda a estranheza e nos enche de calafrios ao nos fazer imaginar como seria se um inseto tomasse a nossa pele.



Em um universo tão grande, as estranhezas encontradas pelos agentes são inúmeras e se tornam cada vez mais bizarras e sinistras a cada ano. E estamos falando de filmes que se focaram somente em Nova York. Com a chegada de MIB: Internacional, teremos um primeiro olhar na vida dos aliens em outras partes do mundo, e muitos bizarrices piores do que essas certamente estão à espera.




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