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  • Luís Henrique Franco

A MULHER MARAVILHA E O MOVIMENTO FEMINISTA


Muitos devem saber que em junho o primeiro filme exclusivo da Mulher Maravilha chega aos cinemas, porém pouca gente sabe a história por trás dessa grande personagem das histórias em quadrinhos. A seguir você verá informações quase nunca mencionadas da Princesa Amazona.


Tudo aconteceu durante a II Guerra Mundial. A chamada “Era de Ouro” foi conhecida pela grande quantidade de histórias em quadrinhos de super-heróis protagonizadas por homens, mas logo vieram as críticas que destacavam os traços do fascismo europeu em suas páginas. Foi a partir daí que uma crítica em especial, feita pelo psicólogo William Moulton Marston, que defendia que o conteúdo das histórias deveria ser pensado com cautela, já que exerciam grande influência na população, fez com que a DC Comics convidasse o mesmo para ser consultor da companhia.

Marston foi criado pela mãe e mais quatro tias, se casou com Elizabeth Holloway, uma mulher que freqüentava a faculdade numa época onde isso não era nada comum e teve um caso com Olive Byrne, sobrinha de Margaret Sanger que, junto com sua irmã, abriu a primeira clínica de controle de natalidade para mulheres. Tudo isso para afirmar que Marston sempre teve influência de mulheres fortes e independentes em sua família, o que resultou na Mulher Maravilha quando entrou para a DC Comics.


Muito da história da Princesa Amazona tem a ver com as histórias vividas pelas mulheres da vida do criador, porém tem também muito em comum com sua própria vida como, por exemplo, o laço da verdade utilizado pela Mulher Maravilha. Reza a lenda que Marston foi o criador do detector de mentiras e por esse motivo incorporou o equipamento em sua criação.

O gibi foi às bancas em dezembro de 1941, mesmo mês em que o exército japonês atacou a base norte-americana de Pearl Harbor, momento decisivo para a entrada dos Estados Unidos na II Guerra Mundial. Marston já deu entrevistas revelando que a criação da Mulher Maravilha foi sim para sustentar o empoderamento feminino numa época onde eram pouco ouvidas.

A Mulher-Maravilha, ao contrário de tantas outras mulheres nos gibis naquela época, não tinha nada de “donzela em perigo”. Ela era tão poderosa quanto Superman e Batman, seus colegas da “tríade” da DC – e usava sua força e habilidades para proteger os mais fracos. Junto com outros heróis, ela foi uma das fundadoras da Liga da Justiça. Após a morte de Marston, porém, a heroína foi entregue a um visual mais estereotipado da época e acabou um pouco desempoderada. No final dos anos 60, ela perdeu seus poderes e se tornou uma espiã. No ano de 1972, durante a segunda onda do movimento feminista, a Mulher-Maravilha foi capa da revista Ms. Magazine. A revista continha um artigo que criticava o desempoderamento da personagem feito pelos homens que escreviam as histórias, e pedia que ela retornasse a ser a guerreira amazona criada por Marston. Seus poderes e sua origem, porém, só foram devolvidos em 1985. De lá para cá, inúmeras variações foram feitas nas suas histórias, mas a essência continuou a mesma, e a Mulher Maravilha permaneceu como um símbolo da igualdade de gênero.


Em outubro de 2016 a Mulher Maravilha foi escolhida como embaixadora da ONU. Ela seria utilizada para a campanha anual de promoção aos direitos de meninas e mulheres por ser um símbolo que representa “paz, justiça e igualdade”, mas logo isso acabou. Um protesto que reuniu integrantes da ONU e mais de 45 mil assinaturas de uma petição que solicitava a retirada da Mulher Maravilham de seu posto fez com que a mesma fosse deposta de seu cargo.

Em uma entrevista à revista Time, Gal Gadot, que interpreta a personagem em seu novo filme, se mostrou inconformada com a situação: ”Há tantas coisas horríveis acontecendo nesse mundo, e o que vocês querem protestar é isso? Quando as pessoas dizem que a Mulher-Maravilha precisa ‘se cobrir’, eu não entendo. Eles estão dizendo que ela é esperta e forte, então ela não pode ser sexy. Por que não?” Disse a atriz.

Desde o princípio, seu discurso é o da não-submissão aos homens, mantendo-se firme à ideia de que nenhuma mulher deveria se sentir inferior ou se submeter a vontades masculinas ou que não sejam as dela própria. A Mulher-Maravilha surge do feminismo, mais precisamente do movimento sufragista do começo do século XX. Algumas de suas características, como a busca pela paz e pela justiça e o fato de não precisar ser salva por um herói, sendo capaz de tomar suas decisões baseadas em suas próprias convicções, tiveram identificação com os ideais básicos de igualdade de gêneros do movimento feminista. Sua simbologia está ligada à maneira como suas ações inspiram mulheres no mundo todo.

E você? Acredita que a Mulher Maravilha é sim uma representante do feminismo ou acha que ela não merece esse título? Conte pra gente nos comentários!


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