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  • Luís Henrique Franco

SOMOS TODOS CHRISTOPHER ROBIN – DUAS PSICÓLOGAS ANALISAM O NOVO FILME



A Disney tem cada vez mais disponibilizado filmes que trazem uma boa reflexão e “proposta” de resgate de nossos potenciais para que nossa jornada evolutiva aconteça a contento. Desse modo, todos os filmes abrem uma reflexão de como podemos evoluir se respeitarmos nosso próprio caminho.

No filme “Christopher Robin – Um Reencontro Inesquecível”, o próprio nome já fala de algo que leva a encontrar de novo, algo que não se deve esquecer. A jornada que traz, através do encontro com os animais e seus aspectos arquetípicos, a reconexão com aspecto naturais do homem: principalmente a nossa natureza criadora.

O próprio nome de cada personagem inspira um caminho na transformação e o tema abordado no filme sobre a busca da criança interior através do amor e das relações vividas plenamente. O filme mostra com precisão quanto os fatores adversos, como morte, separação de familiares e guerras (internas ou externas), prejudicam a fluidez de nossos aspectos naturais, criando cárceres mentais e emocionais. Esses cárceres, somados às cobranças de uma vida profissional rígida e abusiva colocam-nos em um sistema de labirintos para que o processo criativo original não aconteça.

Através do reencontro com Pooh, Ió, Leitão e Tigrão o filme mostra o processo de reconexão com o passado, o resgate da própria história e abertura para uma nova fase de vida, mais plena com o equilíbrio do mundo racional e emocional.

O mel é a porta de entrada para essa reconexão sendo a representação da fonte da vida. Pooh, o urso, é o rastreador da cura, sempre com seu balão vermelho que mais uma vez nos traz a busca da infância. Ió, o burrinho representa tudo que carregamos sem que de fato nos pertença e acaba perdendo sempre seu rabo, por ser a parte do corpo que contem toda sua força e virilidade, mostrando que ao deixarmos de lado o que realmente somos, nos enfraquecemos. O Leitão é a busca por sair do confinamento e o Tigrão a parte responsável por aprender com os nossos erros. Desta forma a história se mostra muito clara sobre o desenrolar da busca do verdadeiro Eu de Christopher, que retrata tão bem a realidade nos tempos atuais. Além disso, também retrata de forma lúdica e visual como essas características interagem entre si durante o desenvolvimento interno.

É um filme de uma profundidade muito grande e que toca principalmente os adultos que vivem perdidos na rigidez e automação dos dias de hoje. Apesar de parecer um filme infantil, os adultos serão os mais beneficiados com a história e a reflexão que o filme provoca. Vale abrir novas formas de divulgação, principalmente para pais e educadores, ou pessoas que acreditam no resgate do potencial de cada um para uma vida melhor.

Débora T. Q. Rodrigues CRP: 06/12697 - Psicóloga, atuação nas áreas clínica e educação.

Ana Cristina Prieto Corigliano CRP: 06/56570 - Psicóloga Junguiana, especialização em sandplay e simbologia.

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